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O impacto da inovação no Turismo: os benefícios fiscais como catalisadores para empresas portuguesas

05 02 2026
O impacto da inovação no Turismo: os benefícios fiscais como catalisadores para empresas portuguesas

O sector do turismo em Portugal tem demonstrado uma resiliência notável, afirmando-se como um pilar estruturante da economia nacional. Contudo, a manutenção da liderança num mercado global cada vez mais exigente obriga as empresas a olhar para além da hospitalidade tradicional. A inovação, seja de que forma for, é hoje um factor diferenciador. Neste contexto, os benefícios fiscais surgem não apenas como um alívio de tesouraria, mas como verdadeiros catalisadores estratégicos que permitem às empresas turísticas financiar a sua própria transformação.

 

A reinvenção da experiência turística através do SIFIDE

Existe um mito persistente de que a Investigação e Desenvolvimento (I&D) é um domínio exclusivo da indústria pesada, de laboratórios científicos ou das tecnologias de informação. No turismo, a I&D manifesta-se na criação de novos algoritmos de personalização da experiência do cliente, no desenvolvimento de plataformas de gestão inteligente de fluxos ou na implementação de soluções de economia circular que reduzam drasticamente a pegada ecológica das unidades hoteleiras.

O SIFIDE permite que as empresas do sector recuperem até 82,5% do investimento realizado nestas actividades. Ao ignorar este incentivo, um hotel ou um operador turístico está, na prática, a suportar integralmente o risco da inovação, colocando-o em desvantagem frente aos seus concorrentes, que poderão já utilizar o crédito fiscal para acelerar a adopção de novas tecnologias, aumentando a eficiência operacional e a satisfação dos seus hóspedes.

RFAI: o impulso necessário para a modernização das infraestruturas

A competitividade no turismo exige um investimento constante na qualidade dos activos físicos. O Regime Fiscal de Apoio ao Investimento (RFAI) assume aqui um papel crítico, permitindo a dedução em sede de IRC de uma percentagem significativa dos investimentos realizados em activos tangíveis, como a remodelação profunda de unidades hoteleiras ou a aquisição de equipamentos de última geração que promovam a digitalização do serviço.

No sector hoteleiro e da restauração, o RFAI torna-se uma alavanca para a modernização. A capacidade de deduzir até 30% do investimento realizado (dependendo da localização geográfica e da dimensão da empresa) permite libertar capital para novos projectos, garantindo que o alojamento português continua a figurar entre os melhores do mundo sem comprometer a saúde financeira das organizações.

Uma visão de futuro para o turismo nacional

Os benefícios fiscais deixaram de ser meros pormenores contabilísticos para se transformarem em pilares da resiliência estratégica no sector do turismo. Num mercado onde a diferenciação é ditada pela qualidade do serviço e pela eficiência tecnológica, a capacidade de recuperar investimento através do SIFIDE ou de modernizar infra-estruturas com o suporte do RFAI constitui a linha de separação entre o crescimento sustentável e a perda de relevância.

"O verdadeiro salto competitivo acontece quando uma empresa deixa de olhar para os impostos apenas como uma saída de caixa inevitável e passa a encará-los como uma oportunidade de reinvestimento no seu próprio potencial."

Maximizar os incentivos disponíveis é uma prova de maturidade na gestão e o caminho mais seguro para garantir que a excelência do turismo nacional continua a ser reconhecida, valorizada e, acima de tudo, rentável para as gerações futuras.


Yunit Consulting: Juntos, vamos dar o Salto

Última atualização: 13/01/2026

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