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No ecossistema empresarial português, persiste uma discrepância preocupante entre as oportunidades de benefícios fiscais disponíveis e a sua efectiva utilização pelas organizações. Muitas vezes, o que impede a utilização dos mesmos não é a falta de investimento ou de inovação, mas sim um conjunto de mitos enraizados que condicionam a visão das empresas.
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Desmistificar estas ideias preconcebidas é o primeiro passo para garantir que a sua empresa não está a abdicar, desnecessariamente, de recursos vitais para o seu crescimento.
Este é, talvez, o mito mais comum e o que mais penaliza o tecido empresarial nacional. A realidade demonstra que instrumentos como o SIFIDE ou o RFAI são transversais e, em muitos aspectos, ainda mais impactantes para as Pequenas e Médias Empresas (PME).
Ao contrário daquilo que muitas empresas ainda acreditam, o incentivo à inovação não exige laboratórios de alta tecnologia ou departamentos de investigação complexos. Muitas PME realizam actividades de I&D de forma informal ao resolverem problemas técnicos, ao optimizarem processos de fabrico ou ao desenvolverem novos produtos para nichos de mercado. Ignorar estas actividades por se considerar "demasiado pequeno" é um erro estratégico que deixa capital precioso sobre a mesa, capital esse que poderia ser reinvestido na modernização da própria estrutura.
Existe a percepção de que o acesso aos benefícios fiscais acarreta uma carga burocrática incomportável e um risco elevado de auditoria. Embora o rigor documental seja uma exigência necessária, a complexidade não deve ser um factor de paralisia. No caso do RFAI e do ICE, o benefício é processado de forma autónoma na declaração anual de rendimentos, exigindo apenas um dossier fiscal bem estruturado.
"O risco real não reside na utilização do benefício, mas sim na sua má instrução. É aqui que a parceria com especialistas se torna um activo de segurança."
Um processo bem gerido não só minimiza o esforço administrativo interno, como garante a conformidade total perante a Autoridade Tributária e a Agência Nacional de Inovação, transformando um receio numa vantagem competitiva segura.
Muitos gestores acreditam que os apoios directos (como os fundos do Portugal 2030 ou do PRR) impedem a utilização de benefícios fiscais. A verdade é que estes mecanismos são frequentemente cumuláveis. É perfeitamente possível, e aconselhável, potenciar um investimento através de um sistema de incentivos financeiros e, simultaneamente, aproveitar o crédito fiscal sobre a parcela do investimento não coberta pelos fundos. Esta sobreposição inteligente de apoios é o que define uma gestão financeira de excelência e maximiza o retorno sobre o investimento.
Os mitos que envolvem a fiscalidade em Portugal funcionam como um imposto invisível sobre a ignorância. As empresas que escolhem ver para além destes preconceitos são as que conseguem transformar o IRC em investimento produtivo.
Manter-se agarrado a velhos paradigmas sobre a complexidade ou a elegibilidade é um luxo que o mercado actual não permite.
Yunit Consulting: Juntos, vamos dar o Salto
Última atualização: 13/01/2026
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