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Talentos Y - Conheça o lado B de Bernardo Maciel

16 01 2026
Talentos Y - Conheça o lado B de Bernardo Maciel
Se fizéssemos um filme sobre a história da Yunit, em que momento dirias que “tudo mudou” e porquê?

Apesar de o MBO ter sido realizado em Junho de 2016, é em Setembro de 2018 que assumo a totalidade do capital e, a partir daí, pude pôr em marcha a estratégia que já tinha em mente e, mais ainda, tive a possibilidade de escolher as pessoas certas, fundamentais para continuar a sonhar.

Há alguma decisão impopular que tenhas tomado e que hoje aches que fez toda a diferença para a Yunit? O que aprendeste com isso?

As decisões mais impopulares foram sempre as que envolveram reestruturações, de serviços ou de equipas, incluindo terminar relações de trabalho. As decisões que implicam pessoas são sempre as mais duras e, por isso, muitas vezes adiadas. De qualquer forma, nestas decisões, incluindo as que implicaram colegas que eram amigos, a lição a tirar é que adiar custa mais caro à organização do que decidir. Apesar de difíceis ou impopulares, todas essas decisões se têm revelado decisivas para continuarmos a crescer de forma sustentada.

Quando pensas na Yunit daqui a 5 anos, o que é que te deixa mais entusiasmado e o que te tira o sono?

O que mais me entusiasma é continuar a ver visão, compromisso e capacidade de execução na equipa para os diferentes desafios que vamos procurando. Quando imagino a Yunit daqui a 5 anos, o que quero é poder olhar para trás e dizer que fizemos tudo para cumprir com os planos estratégicos assumidos. Não há nada que me tire o sono em concreto, apenas não gostaria de ver diminuída a minha energia e lucidez, mantendo a capacidade de continuar a liderar a missão e o propósito do Grupo Yunit.

Que momento recente te fez sentir “é por isto que vale a pena liderar esta empresa”?

Não são o sucesso ou a faturação que mais me realizam, mas sim continuar a ver a ambição e o compromisso das pessoas em cada desafio. Momentos em que colegas recusam boas propostas de saída por quererem muito continuar a fazer parte desta nossa Missão, são especialmente marcantes. O que sinto nesses momentos é que fazemos muito mais do que desenvolver um negócio, ajudamos a construir a satisfação e realização das pessoas. Por tudo isto, vale muito a pena liderar esta empresa!

Se pudesses garantir que toda a equipa entendia, sem margem para dúvidas, apenas uma mensagem sobre o futuro da Yunit, qual seria?

A nossa missão, escrita em 2019, continua a ser a grande bússola orientadora: “Ser o espaço de permanente exigência, crescimento e realização das nossas Pessoas”. Gostava que toda a equipa entendesse esta frase como um compromisso diário, que pode ser alimentado e reforçado de diferentes formas, e que passa por sermos desafiados pelas equipas a equacionar novos serviços e negócios, que possam ajudar ao crescimento do Grupo e alinhá-lo com os diferentes anseios e ambições de cada um. O futuro da Yunit depende não só do compromisso, mas também da capacidade que cada um tenha de contribuir ativamente para a visão e estratégia do Grupo.

Qual foi o fracasso, erro ou “cabeçada na parede”, que mais moldou a forma como lideras hoje?

Muito alinhado com o que referia atrás sobre as decisões difíceis, o que mais me deixa insatisfeito é a não decisão. Esta forma de procrastinação, que afeta os líderes e gestores, prejudica as organizações e o seu crescimento contínuo. Hoje, sou muito mais consciente de que decidir faz parte da responsabilidade de liderar, mesmo quando é incómodo.

Que visão tens sobre o nosso sector ou sobre consultoria que sabes que não é consensual, mas em que apostas todos os dias?

Vou dizendo recorrentemente que as PME em Portugal precisam de consultoras com visão de PME e, claro, com a clareza e capacidade de as fazer crescer e serem mais competitivas. Continuo a acreditar de forma convicta, e continuarei a persistir, que o verdadeiro fator diferenciador está no valor acrescentado ao cliente e na forma como prestamos o serviço, não apenas nas apresentações ou nos relatórios. Isto tem implicações enormes para a organização: obriga‑nos a refletir continuamente sobre o nosso negócio, as nossas capacidades e competências, e a vontade de procurar o “desconforto positivo” que nos obriga a aprender e a crescer permanentemente. 

 

LADO B

Que hábito diário teu mais influencia a forma como lideras a Yunit? Acordar sempre com um desafio e sonho de algo novo, maior e diferenciador. Fazer também recorrentemente um flashback: ver de onde vim, o que me custou, onde estou e onde quero chegar. Esta reflexão é válida para mim mas também para a organização. Faço esta pequena reflexão mais vezes do que possa parecer.

Que pergunta gostarias que os colaboradores te fizessem mais vezes? Sonho permanentemente com o contraditório construtivo. Todas as perguntas que me ajudem a ter uma performance cada vez melhor, a contribuir permanentemente para que o Grupo seja cada vez mais forte, são e serão sempre bem-vindas.
 
Se pudesses apagar uma buzzword do mundo da gestão/consultoria, qual seria e porquê? O excesso de inglesismo que, por vezes, caminha para o ridículo.Há também uma “buzzphrase” que me chateia “Estou a gerir o cliente”. Uma afirmação que, na minha opinião, é um vazio que significa “não estou a acrescentar nada”.
 
Que livro, série ou filme te ajudou a pensar de forma diferente sobre liderança? Há muitos anos (1994) li o “Seven Habits for highly effective people” do Stephen Covey. Na altura, com 20 anos, tive a minha primeira experiência de liderança na AIESEC e o primeiro contato com o livro. Recorrentemente, volto a revê-lo porque continua a ser um instrumento fundamental ao focar a atenção no indivíduo e nas pessoas, nas relações e na comunicação. Aborda a liderança em todas as suas dimensões e até na formação do caráter o que, aos 20 anos, tem a sua pertinência.
 
Completa a frase: “A Yunit é o lugar certo para quem…”. Para quem quer desafios, aceita o desconforto que é crescer e quer sentir-se parte de uma Missão que vai além de desenvolver um negócio e servir o cliente. Eu próprio comecei na empresa como gestor comercial, pude desenvolver-me, formar-me e ter oportunidades que têm mudado a minha vida.
 

Uma decisão que tomaste em 5 minutos e que teve impacto durante anos na empresa. Em 2016, e num contexto difícil para o Grupo Yunit, não precisei de 5 minutos perante a pergunta “queres fazer proposta para um MBO da Yunit Consulting?”. Bastou um segundo para responder: “Sim, claro. Vamos a isso”. E aqui estamos nós!

 

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