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Portugal 2030 - What are the critical technologies within the scope of STEP?

10 02 2026 PT2030 | Financial Incentives
Portugal 2030 - What are the critical technologies within the scope of STEP?

Com a criação da Plataforma STEP, a União Europeia definiu um conjunto de tecnologias classificadas como críticas para a soberania europeia. Estas tecnologias constituem a espinha dorsal e a base fundamental de todos os avisos STEP lançados no âmbito do Portugal 2030, representando uma mudança de paradigma no apoio à inovação industrial.

Para que um projeto possa aceder aos apoios majorados e obter o prestigiado Selo de Soberania, já não basta que seja meramente inovador, digitalizado ou eficiente do ponto de vista operacional. É agora obrigatório que a sua atividade core se foque na investigação, desenvolvimento ou fabrico de tecnologias críticas.

Neste artigo, detalhamos os domínios tecnológicos que a Comissão Europeia identificou como vitais para a autonomia do continente, servindo de base técnica e normativa para o enquadramento estratégico das candidaturas ao Portugal 2030. A compreensão profunda destes critérios é o primeiro passo indispensável para transformar um investimento industrial numa peça chave da soberania europeia, garantindo que o capital é aplicado onde o impacto na autonomia estratégica é máximo.

Tabela de conteúdos

1. O que define uma Tecnologia como "Crítica"?

2. A Extensão à Cadeia de Valor: Equipamentos e Complementares

3. Incentivos STEP à produção de tecnologias críticas

4. Tecnologias Digitais e Inovação Deep-Tech

5. Tecnologias Limpas e Eficientes (Clean-Tech)

6. Biotecnologias e Bioeconomia Inteligente

O que define uma Tecnologia como "Crítica"?

O conceito de "criticidade" no âmbito do Regulamento (UE) 2024/795 não é uma métrica subjetiva ou um termo de marketing industrial. Para que uma tecnologia seja elegível ao abrigo da STEP, ela deve cumprir, de forma demonstrável e fundamentada, um de dois requisitos fundamentais que garantem o valor acrescentado europeu. Estes critérios servem como um filtro de excelência, assegurando que o capital público é canalizado para áreas onde o risco de dependência externa compromete a segurança económica do bloco. 

Inovação de Ponta e Disrupção Tecnológica

A tecnologia deve representar um salto qualitativo face ao estado da arte atual no Mercado Único. Não se trata de inovação incremental ou de melhorias de processo convencionais, mas sim de tecnologias disruptivas que colocam a indústria europeia na vanguarda da escala global.

  • Implicações: Projetos que visem este pilar devem demonstrar uma superioridade técnica clara (ex: maior eficiência energética, menor utilização de materiais escassos ou maior capacidade de processamento).
  • Dimensão estratégica: Ao apostar no desenvolvimento de tecnologias críticas, a Europa evita tornar-se um mero importador de patentes, criando propriedade intelectual própria que gera exportações de alto valor acrescentado.
  • Exemplos Práticos: O desenvolvimento de novos paradigmas de computação, como a computação quântica ou a fotónica de silício, que superam os limites físicos da microeletrónica tradicional. Outro exemplo é a biotecnologia avançada, capaz de produzir biomoléculas complexas que anteriormente eram impossíveis de fabricar em escala industrial com pureza farmacêutica.

Redução de Dependências Estratégicas e Resiliência

Este pilar foca-se na segurança do abastecimento. A tecnologia é crítica se o seu desenvolvimento ou fabrico em solo europeu contribuir diretamente para que a União deixe de depender de países terceiros — especialmente em cadeias de abastecimento vulneráveis ou dominadas por monopólios geopolíticos.

  • Implicações: A avaliação foca-se na vulnerabilidade da cadeia de valor. Se a interrupção de um fornecimento externo (como semicondutores asiáticos ou matérias-primas críticas) paralisar setores inteiros da economia europeia, a tecnologia que mitiga esse risco é considerada "crítica".
  • Dimensão Estratégica: Projetos que garantam a extração sustentável ou a reciclagem de matérias-primas críticas (como o Lítio ou as Terras Raras) são também enquadrados aqui, pois sustentam todas as outras indústrias Clean-Tech e Digital.
  • Exemplos Práticos: O fabrico local de semicondutores de potência para veículos elétricos ou a produção industrial de princípios ativos farmacêuticos (APIs) essenciais. Atualmente, a dependência de APIs produzidos fora da UE é um dos maiores riscos para a resiliência do sistema de saúde europeu.

Sem o cumprimento rigoroso deste binómio — inovação disruptiva ou resiliência estratégica — um projeto, por mais avançado que seja do ponto de vista tecnológico, não poderá usufruir dos benefícios extraordinários da plataforma STEP, como o acesso facilitado a fontes de financiamento ou as intensidades de cofinanciamento majoradas previstas no Portugal 2030.

No entanto, o facto de um projeto não ser enquadrável no STEP, não inviabiliza o enquadramento nos Sistemas de Incentivos à Competitividade Empresarial tais como o Inovação Produtiva, Internacionalização e Qualificação e no caso dos Sistemas de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento tal como é o caso do I&D Empresarial.

A Extensão à Cadeia de Valor: Equipamentos e Tecnologias Complementares

É fundamental sublinhar que a elegibilidade no âmbito da Plataforma STEP não se restringe apenas às empresas que desenvolvem o produto ou a tecnologia final (como o chip, a bateria ou o fármaco). A soberania europeia depende da robustez e independência de todo o ecossistema produtivo.

Assim, são igualmente elegíveis as empresas que fabricam equipamentos complementares e componentes críticos necessários para a viabilização de qualquer uma das tecnologias listadas neste diretório. Esta abrangência garante que a base industrial que sustenta a inovação permaneça em solo europeu. Exemplos de elegibilidade na cadeia de valor incluem:

  • Bens de Equipamento: Máquinas de produção de semicondutores, biorreatores de alta precisão, sistemas de fabrico aditivo ou linhas de montagem robotizadas.
  • Componentes Críticos: Sensores de monitorização em tempo real, sistemas de filtração avançada, óticas de precisão ou componentes eletrónicos especializados.
  • Software Especializado: Ferramentas de bioinformática, modelação molecular, software de gestão de redes inteligentes ou sistemas de cibersegurança industrial.

Ao apoiar os fornecedores de bens de capital e componentes, o STEP assegura que a Europa não substitui uma dependência de produtos finais por uma dependência de máquinas e ferramentas externas.

Incentivos STEP à produção de tecnologias críticas

A Plataforma STEP, através do Portugal 2030, disponibiliza apoios abrangentes que cobrem todo o ciclo de vida da tecnologia, desde a Investigação e Desenvolvimento e Inovação (IDI) — focada na criação de novo conhecimento, prototipagem e validação técnica — até à Inovação Produtiva, destinada ao escalonamento industrial, criação de novas unidades fabris e implementação de processos produtivos de vanguarda em solo nacional.

Estes apoios são desenhados para dinamizar todo o ecossistema de inovação, sendo elegíveis para candidatura não apenas as PME e as Grandes Empresas (incluindo Mid-caps), mas também as ENESII (Entidades Não Empresariais do Sistema de I&I), como universidades e centros tecnológicos, especialmente em projetos de copromoção. Este enquadramento permite compensar o risco elevado e o investimento intensivo exigido por estes setores de ponta através de condições bonificadas.  

STEP Portugal 2030 - Tudo o que precisa de saber.

Tecnologias Digitais e Inovação Deep-Tech

As tecnologias digitais são consideradas o "cérebro" da nova economia industrial. No contexto da STEP, a sua criticidade advém do facto de serem tecnologias habilitadoras: sem o domínio do hardware (chips) e do software (IA/Quântica), todos os outros setores — da energia à saúde — ficam reféns de infraestruturas controladas por potências externas.

A soberania digital é, por isso, a base da segurança económica. Ela garante que os dados europeus são processados de forma segura, que as nossas redes de comunicação são resilientes a ciberataques e que a nossa indústria pode automatizar processos sem depender de patentes ou componentes bloqueados por tensões geopolíticas.

Os domínios selecionados para a STEP em Portugal focam-se na transição da digitalização básica para a Deep-Tech. O objetivo é apoiar projetos que resolvam desafios complexos de engenharia e ciência, permitindo o nascimento de uma nova geração de campeões industriais europeus.

Para o âmbito do STEP, foram definidos 6 domínios de tecnologias digitais prioritárias:

Tecnologias Avançadas de Semicondutores

Área de Intervenção TecnológicaO que é? (Definição/Ciência)Exemplos de Aplicação
Microeletrónica Ciência que estuda e fabrica componentes eletrónicos em escala micrométrica, focando-se na integração de circuitos em chips. Design de microchips para processadores, unidades de controlo industrial e dispositivos móveis.
Fotónica Tecnologia que utiliza fotões (partículas de luz) em vez de eletrões para transmitir e processar informação. Lasers de alta energia para corte industrial, comunicações por fibra ótica de ultra-velocidade.
Chips de Alta Frequência Semicondutores desenhados para operar em bandas de frequência elevadas (milimétricas). Radares avançados para condução autónoma, infraestrutura de comunicações 5G/6G.
Equipamento de Fabrico Máquinas de litografia e deposição química para a criação de nós de dimensões muito avançadas (nanométricas). Equipamento para fabrico de chips de 2nm ou 5nm; máquinas de teste de precisão atómica.
Semicondutores Espaciais Componentes eletrónicos "rad-hard" (resistentes à radiação) capazes de operar no vácuo e temperaturas extremas. Processadores para satélites de observação da Terra e sistemas de navegação galáctica.

Inteligência Artificial (IA)

Área de Intervenção TecnológicaO que é? (Definição/Ciência)Exemplos de Aplicação
Algoritmos de AI

Modelos matemáticos e computacionais que permitem às máquinas aprender e tomar decisões a partir de dados.

Modelos de aprendizagem profunda (Deep Learning) para análise preditiva e automação.

Computação de Alto Desempenho (HPC) Utilização de supercomputadores e clusters paralelos para resolver problemas de cálculo intensivo. Simulações climáticas de alta resolução, modelação molecular para novos materiais.
Cloud e Edge Computing

Processamento de dados em servidores remotos (Cloud) ou diretamente na origem dos dados (Edge).

Gestão de frotas em tempo real, processamento de dados de sensores em linhas de montagem.

Análise de Dados Ciência de extração de padrões e insights de grandes volumes de informação estruturada e não estruturada. Big Data para análise de comportamento de mercado ou otimização de redes logísticas.
Visão por Computador e NLP Tecnologias que permitem às máquinas "ver" imagens ou "entender" e processar a linguagem humana. Reconhecimento de defeitos em peças industriais, interfaces de voz para controlo de máquinas.
Preservação da Privacidade Métodos como a aprendizagem federada que permitem treinar modelos sem partilhar os dados brutos originais. Diagnóstico médico colaborativo entre hospitais sem partilha de dados sensíveis de doentes.

Tecnologia Quântica

Área de Intervenção TecnológicaO que é? (Definição/Ciência)Exemplos de Aplicação
Computação Quântica Computação baseada em qubits que utiliza a sobreposição e o entrelaçamento para cálculos ultra-rápidos. Otimização de rotas logísticas globais, quebra de algoritmos de encriptação clássicos.
Criptografia e QKD Utilização de propriedades quânticas para criar chaves de segurança (QKD) impossíveis de intercetar. Proteção de comunicações bancárias e segredos de estado contra ataques de hackers.
Sensores Quânticos Sensores que medem variações mínimas em campos gravitacionais ou magnéticos usando estados quânticos. Gravimetria quântica para prospeção de minérios ou deteção de túneis subjacentes.
Imagem e Relógios Quânticos Captura de imagem com fotões individuais e medição do tempo com precisão de biliões de segundos. Imagiologia médica de ultra-alta resolução, sistemas de sincronização para redes 6G.

Conetividade, Navegação e Tecnologias Digitais

Área de Intervenção TecnológicaO que é? (Definição/Ciência)Exemplos de Aplicação
Redes RAN e 5G/6G Infraestruturas de acesso via rádio seguras e abertas (Open RAN) para comunicações móveis. Conetividade industrial estável para fábricas inteligentes (Indústria 4.0).
Cibersegurança Sistemas de proteção de dados e redes, incluindo forense digital e cibervigilância. Proteção de redes elétricas contra ataques, investigação de crimes informáticos.
Blockchain e IoT Tecnologias de registo distribuído e redes de dispositivos inteligentes interligados. Rastreabilidade total de cadeias de abastecimento, gestão de edifícios inteligentes.
PNT e Orientação Sistemas de Posicionamento, Navegação e Temporização, essenciais para o movimento de bens e pessoas. Aviónica avançada, sistemas de posicionamento marítimo de alta precisão.
Conetividade via Satélite Comunicação segura através de constelações de satélites em órbita baixa ou geoestacionária. Internet de alta velocidade em zonas remotas, comunicações militares seguras.

Sensores Avançados, Robótica e Sistemas Autónomos

Área de Intervenção TecnológicaO que é? (Definição/Ciência)Exemplos de Aplicação
Sensores Especializados

Dispositivos que detetam estímulos químicos, biológicos ou radiações com sensibilidade extrema
(Sensores eletro-óticos, de radar, químicos, biológicos, de radiação e distribuídos; Magnetómetros,
gradiómetros magnéticos e gravímetros; Sensores de campo elétrico subaquáticos;)

Deteção de fugas químicas, sensores de radiação para segurança pública.
Veículos Autónomos Veículos autónomos tripulados ou não (drones, AGVs) que operam em terra, mar ou ar sem intervenção humana. Operação em enxame (swarming) para vigilância, drones de inspeção de infraestruturas.
Sistemas de Precisão Robôs controlados com precisão milimétrica para tarefas de alta complexidade. Robótica cirúrgica, braços robóticos para montagem de componentes eletrónicos finos.
Exoesqueletos Estruturas mecânicas vestíveis que aumentam a força ou a resistência do corpo humano. Assistência a trabalhadores em armazéns logísticos para redução de lesões.

Tecnologias Limpas e Eficientes (Clean-Tech)

A dependência energética de fontes fósseis externas revelou-se um dos maiores riscos geopolíticos para a Europa. As tecnologias Clean-Tech são críticas porque permitem a transição para um sistema energético soberano, baseado em recursos renováveis e processos industriais descarbonizados.

Focadas na reindustrialização verde e no cumprimento do Net-Zero Industry Act, estas tecnologias são críticas para assegurar a autonomia energética e a liderança climática da União Europeia. Neste sentido, englobámos as tecnologias em 4 domínios prioritários:

Produção e Armazenamento de Energia

Área de Intervenção TecnológicaO que é? (Definição/Ciência)Exemplos de Aplicação
Tecnologias Solares Conversão de radiação solar em eletricidade (Fotovoltaica) ou calor (Térmica/Termoelétrica). Painéis fotovoltaicos de nova geração, concentradores solares para calor industrial.
Energia Eólica e Offshore Conversão da energia cinética do vento (terrestre ou marítimo) e outras fontes oceânicas em eletricidade. Turbinas eólicas flutuantes, parques eólicos terrestres de alta eficiência.
Baterias e Armazenamento Sistemas eletroquímicos, térmicos ou mecânicos para armazenar excedentes energéticos. Baterias de estado sólido para veículos elétricos, armazenamento térmico em larga escala para redes.
Hidrogénio e Células Produção de hidrogénio via eletrólise (eletrólisadores) e conversão química em energia (Células de combustível). Produção de Hidrogénio Verde, propulsão para transporte pesado e indústria.
Energia Hídrica e Osmótica Aproveitamento da energia das águas (rios, marés e diferença de salinidade). Mini-hídricas, centrais de energia osmótica em estuários.
Fissão e Outras Nucleares Aproveitamento da energia da fissão nuclear e gestão do ciclo de combustível nuclear. Reatores nucleares de nova geração (SMR), tecnologias de segurança e reciclagem de combustível.

Eficiência, Redes e Vetores Energéticos

Área de Intervenção TecnológicaO que é? (Definição/Ciência)Exemplos de Aplicação
Bombas de Calor e Geotermia Sistemas de transferência de calor ambiente ou extração de calor do interior da Terra. Climatização eficiente de edifícios, aproveitamento de calor geotérmico para aquecimento urbano.
Biogás e Biometano Produção de gases combustíveis através da degradação biológica de matéria orgânica. Biometano para injeção na rede de gás, centrais de biogás sustentável.
Redes Elétricas Inteligentes Infraestruturas digitais de gestão de rede e tecnologias de carregamento elétrico. Postos de carregamento ultra-rápido, digitalização e estabilização de redes elétricas inteligentes.
Eficiência Energética Tecnologias que reduzem o consumo do sistema energético, incluindo redes de aquecimento. Redes de aquecimento urbano (district heating), sistemas de gestão de energia em parques industriais.
Combustíveis Alternativos Combustíveis sustentáveis, incluindo renováveis de origem não biológica (RFNBO). Combustíveis de aviação sustentáveis (SAF), e-combustíveis para transporte marítimo.

Descarbonização Industrial e Sustentabilidade

Área de Intervenção TecnológicaO que é? (Definição/Ciência)Exemplos de Aplicação
Captura e Transporte CO2 Separação do CO2 de fluxos industriais e a sua utilização ou transporte para armazenamento. Sistemas CCUS em fábricas de cimento/aço, utilização de CO2 para produção de e-fuels.
Descarbonização Industrial Tecnologias transformadoras para eliminar emissões em processos térmicos e químicos pesados. Eletrificação de fornos industriais, fornos a hidrogénio para metalurgia.
Propulsão Limpa Sistemas de propulsão eólica e elétrica aplicados a transportes pesados. Navios com assistência de velas rígidas, sistemas de tração elétrica para navios e comboios.
Biotech para Clima Soluções biotecnológicas desenhadas para a captura de carbono ou produção de bioenergia. Algas para captura de CO2, microrganismos para conversão de resíduos em energia.
Purificação de Água Tecnologias avançadas de dessalinização e purificação de recursos hídricos. Dessalinização eficiente, sistemas de tratamento e reutilização de águas residuais industriais.

Materiais Avançados e Economia Circular

 As recomendações da União Europeia destacam estas tecnologias como críticas para assegurar os recursos físicos necessários ao STEP.

Área de Intervenção TecnológicaO que é? (Definição/Ciência)Exemplos de Aplicação
Materiais Avançados Nanomateriais, materiais inteligentes, cerâmicos avançados e materiais furtivos (stealth). Componentes leves para aeronáutica, materiais cerâmicos para altas temperaturas, materiais autorregeneráveis.
Fabrico Avançado Fabrico aditivo (impressão 3D), microprecisão digital e maquinação a laser de pequena escala. Produção de peças complexas em metal/polímero, maquinação de sensores de precisão.
Extração e Reciclagem Tecnologias de biolixiviação, hidrometalurgia e processamento de massa negra (black mass). Reciclagem de baterias de lítio, extração de terras raras de resíduos eletrónicos, biolixiviação de minérios.
Economia Circular Tecnologias para reutilização e reciclagem de REEE e conversão de resíduos em materiais de base biológica. Recuperação de metais preciosos de eletrónicos, biorefinarias para converter resíduos florestais em bioplásticos.

Biotecnologias e Bioeconomia Inteligente

 O terceiro pilar da STEP tem como foco estratégico reposicionar a Europa como líder mundial na produção farmacêutica e no desenvolvimento de tratamentos de próxima geração. A criticidade deste domínio reside na necessidade de descentralizar a produção para aumentar a rapidez de resposta, a escalabilidade e a segurança das cadeias de saúde europeias.

Tecnologias em Destaque (Soberania na Saúde)

Para além das biotecnologias convencionais, a STEP privilegia plataformas integradas que fundem o digital com o biológico:

  • PharmSD 3.0: Sistemas de produção farmacêutica inteligente baseados em IA e processos contínuos, garantindo pureza extrema e redução de desperdício.
  • RoboPharma: Unidades de fabrico flexíveis e robotizadas, concebidas para reconfiguração imediata em caso de crises sanitárias ou escassez de medicamentos.
  • SPEEDCELL: Plataformas de automação distribuída para a produção acelerada de vacinas e terapias inovadoras em solo local.

 

 ADN, ARN e Engenharia Genética

Área de Intervenção TecnológicaO que é? (Definição/Ciência)Exemplos de Aplicação
Genómica e Farmacogenómica Estudo do genoma completo e de como os genes afetam a resposta individual aos fármacos. Desenvolvimento de medicina personalizada e sondas genéticas de diagnóstico.
Síntese e Sequenciação Técnicas de leitura, escrita (síntese em larga escala) e amplificação de sequências de ADN/ARN. Produção de vacinas de mRNA de nova geração; novas técnicas genómicas para terapia.
Edição Genética (Gene Drive) Utilização de ferramentas moleculares para alterar o código genético de forma permanente. Terapias antissenso para doenças raras; tecnologias de condução genética para controlo de vetores.

Proteínas, Células e Engenharia de Tecidos

Área de Intervenção TecnológicaO que é? (Definição/Ciência)Exemplos de Aplicação
Proteómica e Engenharia Isolamento, purificação e síntese de proteínas, peptídeos e hormonas de moléculas grandes. Desenvolvimento de produtos policlonais e métodos melhorados de administração de fármacos.
Cultura de Células e Tecidos Manutenção e crescimento de células e tecidos fora do organismo (incluindo fusão celular). Engenharia biomédica para suportes de tecidos; melhoramento assistido por marcadores biológicos.
Terapias e Bioimpressão Utilização de células vivas como tratamento e impressão 3D de estruturas biológicas funcionais. Terapias celulares regenerativas; bioimpressão de órgãos ou tecidos de substituição.

Biotecnologia de Processos e Bioinformática

Área de Intervenção TecnológicaO que é? (Definição/Ciência)Exemplos de Aplicação
Bioprocessamento Industrial Utilização de biorreatores para fermentação, biorrefinação e engenharia metabólica. Produção de biofármacos; biorremediação de solos contaminados e aquacultura molecular.
Biocatálise e Testes Utilização de enzimas para acelerar reações químicas e técnicas de rastreio de alto rendimento. Descontaminação humana; otimização da administração de medicamentos de terapia avançada.
Bioinformática e Modelação Aplicação da computação para construir bases de dados genómicas e modelar processos biológicos. Biologia de sistemas para prever o comportamento de doenças; genómica personalizada.
Nanobiotecnologia Uso de nano/microfabricação para construir dispositivos que interagem com sistemas biológicos. Nanotransportadores para administração direcionada de fármacos; biossensores de diagnóstico precoce.
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